quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sem título

Sem nome
Sem corpo
Sem compromisso

Sem dor
Sem amor
Sem vontade

Sem medo
Sem saber
Sem porque

Sem querer
Sem culpa
Sem tudo isso

Sem teto
Sem sentido
Sem ser

Sem estar
Sem entender
Sem falar

Sem nada
Sem comer
Sem sonhar

Sem fazer

então,
pra que??

2 comentários:

Anônimo disse...

... " a vida passa pelo meu cigarro
Quem ta com pressa que arrume um carro
Pra correr ligeiro sem ter porque
Sem ter pra onde
Pois e pra que..."

Geraldo Vandre

Paulo Ricardo C. Cardoso disse...

1. Sem palavras
1.1. Sem vida.
1.2. Sem sentir.
1.3. S(c)em motivos
2. Nada consta.

É que às vezes se chega ao limiar, depois das palavras, para minha vida, nada consta. Vida não há depois do limiar.
Tu deves saber muito bem como é isso também se tem por elas parte vital da própria existência.
Intrinsicamente se sente a vida diluída em funções vitais não-humanas e as palavras são o xilema e fluema que percorrem minhas veias. As palavras são meus alicerces de vida, por mais que pelo paradoxo sinto falta delas quando não correspondem nem em percentuais baixos o verdadeiro significado a ser transmitido.
Muito se perde no caminho entre o pensar e o escrever, muito se perde e não há conversão possível que seja fiel ao que se queira transmitir.
Sei que sabes disso também.
Até logo.