quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Conversas cotidianas

Interessante o modo como perco tempo preocupada com problemas. Mais interessante ainda é pensar que o melhor é ficar calada. Se falo dos meus problemas percebo que o ouvinte não se interessa ou alimenta ainda mais minhas preocupações, isso, quando não ignora e finge não escutar. Se falo de minhas alegrias e desejos percebo que é algo pessoal, logo as reações podem ser de apoio, inveja, felicidade recíproca, mas não compartilhada, em si, com excessão de planos conjuntos. Se falo de algo abstrato ou não pessoal, daí sim me surpreendo!
É maravilhoso poder opinar e escutar pontos de vista diferentes. Há muitas pessoas com visão crítica ou mesmo simples, mas vivas, que alimentam essa vontade de relação, de diálogo.
O difícil é lidar com o tipo de assunto. Falar de coisas que incomodam, sem ter consciência disso é muito constrangedor. Falar de coisas positivas podem não ser positivas para outros. Falar do que quer para alguém que escuta, mesmo que não concorde, mas que ouça, é uma das coisas mais bonitas que existe.
As conversas quando valorizadas têm alcance que muitas vezes não percebemos. Assim como as músicas, os filmes, as peças de teatro, os livros estão representando palavras, teorias, frases que nos influenciam, as conversas cotidianas também constróem, acrescentam ou mesmo modificam nossas opiniões e essas são de alguma forma passadas para outras pessoas, caindo na dialética, novamente.
O desagradável para mim pode ser agradável para outra pessoa, ai entra a importância de conhecer as pessoas do convívio social ou para a qual se fala. Não é difícil evitar um assunto chato, não é difícil conhecer, valorizar, não é difícil ficar calada quando for preciso, não que seja questão de bom senso, mas de consciência sobre o ser com quem se dialóga.
Falar coisas desagradáveis atrapalha mais do que colobora para algo criativo, válido. Não que sejam inválidos alguns assuntos, mas talvez, desnecessários, irrelevantes. Perdemos tanto tempo com coisas desnecessárias que esquecemos de ouvir, conhecer, compartilhar, viver, conversar...

"No mundo moderno, as pessoas não se falam, ao contrário, se calam, se pisam, se traem, se matam. Embaralho as cartas da inveja e da traição: Copa, Ouro e uma Espada na mão. O que é bom é pra si, o que sobra é do outro, que nem o sol que aquece mas também apodrece o esgoto." (Edivaldo Pereira Alves) EDI ROCK

4 comentários:

Anônimo disse...

è verdade todo a relação é um meio de troca, e nessa troca é que nos percebemos e reconhecemos nos mesmos e os outros...nessa feita aqui, fiz minhas interpretações na quais me impulsionaram a um outro estado, não mais fiquei no anterior e isso me cativa e faz valer a minha passagem na nave terra...Guria qdo vejo como escreve fico impressionado com sua pessoa que ainda pouco descobri..
- não para, não para, não para, vai pra cima e escreve mais...(-qdo crescer quero escrever como vc)

Anônimo disse...

Apenas transcrevo, versando,essa velha canção:
Eu não sei dizer
Nada por dizer
Então eu escuto
Se você disser
Tudo o que quiser
Então eu escuto
Fala
lá, lá, lá, lá, lá, lá. lá, lá, lá
Fala
Se eu não entender
Não vou responder
Então eu escuto
Eu só vou falar
Na hora de falar
Então eu escuto
Fala
lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá
Fala

Ouço Rock, tu vagueias bossa-nova.

Anônimo disse...

São poucos os que permitiria dividirem comigo a autoria de um compêndio sociológico-filosófico, mas gosto de discutir com todos, se os argumentos forem válidos. E com boa vontade, o são: como tu disse, nos construímos com opiniões divergentes.

Anônimo disse...

Desculpe-me pela pedante intromissão, passei acá pra lhe deixar isso, quiça tu goste:
http://catarse.110mb.com/hakimbey/
Dê uma olhada...
Mande notícias. Beijos Rubros.