segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Sem vendas
Pode deixar,
agora tô tranquila,
aprendendo a me virar.
Virar de costas pro passado,
já não posso reclamar.
Agora posso ir...
agora não preciso perguntar
e se quer saber...
nunca gostei de dançar.
Chega de fome,
de sono,
agora é só passar...
por onde for
sei que vou devagar,
porque a pressa me cegou,
sufocou.
Eu ainda não sei nadar.
Mas sozinha, nunca estou
e agora que você não está
a raiva que te comprou
já não pode mais reinar.
Porque a paz aqui chegou
no meu coração, no meu lar.
Tuas mentiras estão vazias,
tão cansadas de você...
E agora eu posso sorrir,
não preciso mais sofrer.
Não repito.
Você sabe,
então não me tire do caminho
ou tente me assustar,
porque a tua sombra eu não temo
nem sequer vou fraquejar.
Sou mais forte, sou mais eu...
Só faltava eu enxergar
quinta-feira, 29 de março de 2012
Menino
de: Marcelo Chardosim
Quem é esse menino
Que sempre acorda sorrindo
Depois de dormir ferido
Ninguém faz ele parar
Pra onde vai essa criança
Com papéis e giz de cera
Com heróis estampados na camisa
Esperando seu mundo mudar
Quando é que esse menino
Vai encontrar descanso
Para ouvir seu canto
Não me lembro de vê-lo chorar
Ele tinha poucos anos
E se tornou o rei da Arábia
Ele desenha até hoje
E ainda acredita em heróis
Eu não vou perder
O que eu construí
Não tente tirar isso de mim
Esta vida é minha
E todo meu trabalho
Desde que eu nasci
Tudo para viver por mim.
Quem é esse menino
Que sempre acorda sorrindo
Depois de dormir ferido
Ninguém faz ele parar
Pra onde vai essa criança
Com papéis e giz de cera
Com heróis estampados na camisa
Esperando seu mundo mudar
Quando é que esse menino
Vai encontrar descanso
Para ouvir seu canto
Não me lembro de vê-lo chorar
Ele tinha poucos anos
E se tornou o rei da Arábia
Ele desenha até hoje
E ainda acredita em heróis
Eu não vou perder
O que eu construí
Não tente tirar isso de mim
Esta vida é minha
E todo meu trabalho
Desde que eu nasci
Tudo para viver por mim.
.
Sinto como se eu quisesse prender o tempo
Deixar parado como fotografia
E ainda não perder o movimento
Vejo tudo que queria passar
e eu aqui parada como fotografia
sem qualquer movimento
Parada no tempo
parada aqui dentro...
Me culpo
é o sentimento
não reajo, não busco
não escrevo
não crio, não invento
Só então
o tempo
espero... aguento
mudo de ideia, mudo a ideia
Me esforço
reforço
a mudança
sem perder da lembrança
ou apagar a esperança
aquele sonho
percebo que no retrato não aparece aquele vento...
que fluiu
passou naquele momento
Ai me levanto
porque não posso perder tempo
e muito menos guardar tudo no peito
aqui dentro
Abro e deixo passar, sair, voar
como um brilho intenso
ou um sorriso ingênuo
sem um aniquilamento
da pulsão, do impulso...
Deixar parado como fotografia
E ainda não perder o movimento
Vejo tudo que queria passar
e eu aqui parada como fotografia
sem qualquer movimento
Parada no tempo
parada aqui dentro...
Me culpo
é o sentimento
não reajo, não busco
não escrevo
não crio, não invento
Só então
o tempo
espero... aguento
mudo de ideia, mudo a ideia
Me esforço
reforço
a mudança
sem perder da lembrança
ou apagar a esperança
aquele sonho
percebo que no retrato não aparece aquele vento...
que fluiu
passou naquele momento
Ai me levanto
porque não posso perder tempo
e muito menos guardar tudo no peito
aqui dentro
Abro e deixo passar, sair, voar
como um brilho intenso
ou um sorriso ingênuo
sem um aniquilamento
da pulsão, do impulso...
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